É comum, ao lermos jornais e revistas ou acompanhar na internet, rádio e TV notícias sobre as áreas de falência do Sistema Único de Saúde - SUS . É fato que ele necessita urgentemente de uma reformulação. No primeiro instante, sugiro, é preciso olhar o Sistema não como entidade assistencialista mas como direito primário instituido pela Consituição Federal em seu artigo 196 em que narra "a saúde é direito de todos e dever do Estado". Sim! Dever de quem assume o papel de gerir os fragelos de milhões de brasileiros. Nesta ótica muda-se o formato do pensamento de alguns líderes políticos e gestores que acreditam prestar favores aos mais necessitados.
Hoje a Igreja Católica no Brasil clama por um olhar mais caridoso aos mais sofridos e, muitas vezes, aos mais necessitados. É cumprindo os ensinamentos de Jesus que vamos ao encontro dos excluídos. Infelizmente, muitas vezes, a saúde pública no que confere aos atendimentos emergenciais e ambulatoriais falham por não enteder a proposta de olhar o usuário (paciente) como um todo. Alguém capaz de sofrer, sentir dores físicas, mentais mas também dores espirituais. Esta última citada acometida em determiandos momentos por falta de atenção. Humanizar o SUS. Olhar o outro com mais carinho e atende-lo não de qualquer jeito ou forma, mas de braços acolhedores.
Mas que sejamos justos em nossa análise e apontar os acertos. Talvez uma forma de animar os militantes do Sistema que acreditam e lutam incessantemente para qualificar "nossa" saúde. Nos últimos 25 anos campanhas preventivas diminuiram significativamente doenças como a cólera, a hanseníase, câncer de pulmão e doenças sexualmente transmissíveis. Trabalhos de Vigilância e Educação em Saúde, Programas estruturados para atender públicos definidos e verbas direcionada a eles é um cenário bom para exemplificar. As lutas e brigas no congresso para aprovação de leis como aquela que proibe fumar tabaco em locais fechados.
Hoje a Igreja não briga ao formular uma Campanha da Fraternidade direcionada ao SUS. Ela clama e luta pelos mais necessitados. Jesus nos deixou o ensinamento de olhar para o outro como alguém que espera um atendimento mais humanizado. "Eu tive fome e me destes de comer. Eu tive sede e me deste de beber. Quando eu estava preso tu me visitastes e quando sem abrigo me acolhestes. Fizestes isto quando acolheu a um dos menores" Mateus 25. Assim a pedagogia de Cristo mostra que é acolhendo bem que fazemos a vontade de Deus. Aquele que ama e nos acolhe independente de nossas indiferenças. Porque Deus é assim um Ser Sublime que humaniza seu relacionamento para conosco.
Bruno Pirozi
Jornalista
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